quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Dra Zilda Arns, luto.


Morreu o Dra. Zilda Arns. Morreu uma heroína. Uma mulher que acreditou na saúde, que acreditou nas pessoas, que com educação e bom senso era possível melhorar a qualidade de vida da população.
O trabalho da Pastoral da Criança é extremamente barato (se não me engano, custa 50 centavos por pessoa). Consiste, basicamente, em ensinar as mães a cuidarem corretamente de seus filhos. Noções de higiene, de nutrição. Atitudes muito simples como a Multimistura, que é uma farinha feita a partir de “restos” de alimentos, como casca de ovo. Essa farinha é misturada a comida, e é muito nutritiva.
O trabalho de disseminação do conhecimento é feito por voluntários. Normalmente mães que já foram atendidas e que se propõem de ensinar as outras mães, além de acompanhar o crescimento das crianças, com pesagens mensais.
O pioneirismo do trabalho e das idéias da Dra., no início dos anos 80, foi o embrião do Programa Saúde da Família, o conceito de agentes de saúde. Infelizmente, aqui no Pará, o programa não é colocado como uma prioridade nas políticas de saúde publica. O ultimo dado que eu tive foi que durante o seu governo o prefeito Duciomar não criou nenhuma nova unidade de Posto de Saúde da Família (PSF). O que é uma pena, pois tal programa trata basicamente de medicina preventiva, e de medicina básica. Trata de acompanhar a população, educa-la, prevenir doenças simples, tratar as coisas enquanto ainda estão no começo ao invés de esperar que o caso de agrave.
Saúde pública não se trata apenas de médicos e hospitais. É também educação, saneamento básico, melhores condições de moradia, distribuição de renda e etc. Mas enquanto muita gente reclama da falta de estrutura, do desinteresse do governo, a Dra. Zilda foi lá e fez o que ela podia e sabia fazer. Eu a tinha como grande exemplo por causa disso, por ter sido uma mulher que viu um problema e agiu. Milhões de crianças agradecem.
P.S: To triste como se eu a tivesse conhecido. Grande médica, grande exemplo.

Louis Garrel


Eu poderia assistir a um filme de 15 horas que só filmasse ele em close fechado. E sem reclamar!

sábado, 9 de janeiro de 2010

Drops

Eu aqui, pirando pela madrugada no pc quando tinha planejado a SEMANA TODA ir pra PPP nessa sexta. Crises de asma não aparecem só antes de a gente ir para a escola na segunda, elas atacam também antes da balada. Fazer?

Oasis tem tocado meu coração profundamente.

Big Brother Brasil 10. Passo!

2010 pra mim vai ser ano de estudo. Meu lema agora é: foco, foco, foco, UEPA, UEPA, UEPA...

Tempos muito estranhos esses. O twiter, pra mim, já era algo um tanto quanto alienígena. Tipo, 140 caracteres pra falar o que você esta fazendo... o.0 Agora esse negócio de formspring ultrapassa todos os limites. Tipo, responder qualquer pergunta anônima a respeito da sua vida? Nossa! Muita exposição! Eu já me questiono, às vezes, a finalidade deste blog. E só continuo fazendo porque:
A) Muita pouca gente lê.
B) Realmente me diverte!

Nunca mais deviam ensinar nenhuma piada idiota e viral tipo “É uma cilada, Bino” para uma pessoa tão retardada quanto eu. É que nem ensinar o macaco a comer banana, ou um político como se desviam verbas.

Avatar não é tudo isso, não. Roteiro raso, raso. Agora é um marco para o cinema, né. Provou que 3d é perfeitamente viável para o cinema, não uma mera curiosidade de um ou outro lançamento, mas sim o futuro da industria.
O filme que eu mais gostei de assistir em 2009 foi “Se beber, não case”. Nada, nenhuma argumentação, por mais inteligente e plausível, vai tirar isso de mim. O mais incrível foi o fato de que eles roubaram um tigre! E cara, era o tigre do Mike Tyson! De todos os tigres de Las Vegas, eles foram roubar logo o dele?!? Se eu roubasse o tigre do Tyson, não sei se ia chorar de emoção ou desespero.

O álbum que mais gostei de ouvir durante 2009 foi o “The fame”, da Lady Gaga. Sem mais o que comentar.

E pra terminar, eu queria ser o Mike Tyson por um dia. Já imaginou: Ser uma lenda, ser completamente ameaçador para todas as pessoas desarmadas do MUNDO, ter uma tatuagem tribal no meio da cara e ainda por cima ter um TIGRE.

Ninguém iria roubar meu tigre, se eu fosse o Mike Tyson...

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Sobre 2009:

Vai ficar conhecido para sempre na história da minha vida como:
_ O ano em que eu fiz as pazes com alguns dos meus demônios pessoais.
_ O ano em que eu deixei a medicina de lado.
_ O ano em que ouvi umas mil vezes que sou louca, e concordei: louca e retardada.
_ O ano em que eu fiquei com os caras mais absurdamente nada a ver.
_ O ano em que namorei.
E, finalmente:
_ O ano da franja!


P.S: Agora que já passou, não me canso de dizer: Ano ruim, ôôô ano ruim!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Eu não sou mulher
queria ser.
Como todas as outras que conheço
Hetero ou lesbo
Feitas de carne, osso e desejo.

Mas eu sou criança
Feita de algodão doce
Tão falsa quanto o corante rosa.

Eu tenho medo de ser mulher.
Eu tenho medo de não ser mulher
A minha indefinição é que me mata
Estou sempre a meio caminho de ser coisa alguma.

Por que eu não tomo atitude?
Medo de crescer.
Medo de não poder voltar atrás.
Medo de perder.
Perder a criança
Perder tudo o que já foi puro ou bom
Medo de carne, osso e desejo.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Final de ano

O que dá o tom aos finais de ano Belenenses é o início do nosso “inverno”. O cheiro de chuva e o clima mais ameno é o que desperta o meu relógio biológico para o espírito natalino e a euforia, ou melancolia, do final de ano.
Pode ser somente sensação térmica, mas para mim, Fevereiros são brutalmente diferentes de Agostos. Eu me sinto mais leve em Janeiro do que em Novembro. Não,não é culpa somente das pequenas variações climáticas, mas também do calendário escolar.
Talvez, quando me formar, a vida se transforme em uma grande e continua sensação de cansaço de final de semestre. Se assim for, ao menos restara o clima ameno dos tóros para me lembrar da passagem do ano. Para me lembrar de refletir e planejar, como manda o protocolo.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Campanha acaba 2009!

Eu quis brincar com a sorte, fiz pouco dela, achei uma gracinha divertida, e agora estou chorando as pitangas, enchendo o saco dos amigos.
Esse ano não foi muito legal pra mim não. Se me trouxe algo de bom, foi só o aprendizado...